Entre buscas, propósitos e diários

Imagem: We Heart It.

A vida é uma coisa engraçada. Você traça sonhos, ideias, conceitos e ela vem e derruba toda a estrutura que você criou, como se fosse um castelo de cartas. Em um momento você tem o controle total de tudo e no outro, não sabe mais de onde veio e não faz a mínima noção para onde vai.

Não saber para onde vai com trinta e poucos não tem aquele mesmo frescor dos vinte nem vem acompanhado do sentimento de “sou muito nova e tenho muito tempo”. É igualmente engraçado enxergar como a sociedade nos condiciona a pensar que temos que resolver a vida toda até os 25 anos de idade. Acho que essa busca louca por nos encontrar no mundo faz com que a gente se perca nele.

Com certeza não sou a primeira pessoa a estar perdida. Acho que pelo menos uma vez na vida as pessoas tem essa vontade de apertar o reset e voltar para o começo do jogo. Tem momentos na vida (e eu estou nele) que dá vontade de jogar tudo para o alto e ficar em posição fetal no canto e deixar a tudo rolar do jeito que vier.

Muitos dizem que quando ficamos desse jeito é porque está faltando um propósito na vida. E foi aí que comecei a me questionar sobre qual é o meu propósito. Não encontrei a resposta. Isso me deixou mais desanimada ainda e estou nessa bola de neve desde então.

Para tentar reverter o caso, pensei em fazer algo que sempre gostei de fazer e tinha deixado depois que as responsabilidades adultas me consumiram: escrever diários. Escrever sempre me ajudou a entender melhor as inquietações que me rodeavam. Escrever me acalmava, me fazia relaxar e de quebra registrava momentos da minha vida (é uma experiência ímpar reler os antigos escritos). Pois então: comecei a escrever um diário! Estou escrevendo sobre a minha angústia de não saber para onde ir. É interessante ver a retomada de um hábito perdido há tantos anos. Voltar a escrever é um processo árduo. Mas, são nos processos árduos que se escondem os propósitos e as melhores versões de si.

E você caro leitor que leu até aqui? Já se encontrou perdido na vida? O que fez para enfrentar isso?

A mania de se autossabotar

Daí eu tava pensando esses dias sobre todos os projetos que eu penso, idealizo, mas nunca coloco em prática. Às vezes acho que é desmotivação e até já pensei que era preguiça. Mas, analisando mais profundamente, e lendo alguns artigos pela internet, comecei a achar que estou me autossabotando. Todos os sintomas me fizeram chegar à essa conclusão. Vi que a auto-sabotagem é um ciclo: toda vez que surge uma tarefa ou oportunidade, a pessoa vai lá e coloca um monte de obstáculos para não fazer a coisa.

Não é intencional, mas acaba prejudicando a vida. Steven Berglas e Edward Jones, psicólogos americanos, dizem que os motivos mais comuns que levam uma pessoa a se autossabotar é achar que não é merecedora de algo. E isso me transporta para outra coisa, que é o medo de falhar. Eu acho que eu tenho muito medo da falha e não sei lidar muito bem com críticas. E deve ser por isso, que eu me saboto. Para que não tenha a decepção de ter errado. Mas, isso tudo eu faço inconscientemente.

Se libertar disso é difícil e é um processo. Fazendo a análise desses meus momentos de autossabotagem eu pude ver o quanto eu já desperdicei oportunidades por achar que não era capaz de fazer algo e pelo medo de tentar e cair no erro.

A primeira coisa para começar a superar esse problema é enxergar que você tem esse problema. Enxerguei. Agora, é começar a se policiar. Acho que uma boa ida ao psicólogo ajuda muito. Saber de onde surgiu isso é o caminho.

E vocês? Também se sabotam? Se sim, como perceberam e o que fazem para melhorar?

Olá 2019!

Imagem: we heart it.

Meu número preferido é o 5. Eu adoro números ímpares e acho que é por isso que tenho a impressão de que os anos ímpares são melhores para mim. Talvez possa ser só uma impressão e nada mais. Mas, confesso que meu 2018 não foi tão legal assim. Fiz algumas coisas, consegui um trabalho novo, aprendi algumas coisas e conheci uma cidade nova. Agradeço bastante as pequenas conquistas, mas não posso dizer que foi um ano incrível. Tudo bem que pode ser que ele não tenha andando muito devido ao fato de eu não ter me esforçado muito.

2018 foi um ano de adaptação à uma nova realidade. E como é difícil esse negócio de adaptação! Eu tenho a sensação de que sou uma pessoa que se adapta fácil, na medida do possível. As desmotivações e desânimos fazem parte do processo. Por isso, não vou me cobrar tanto.

Para esse ano novo, que sempre chega com essa áurea de vida nova e muitas possibilidades, eu pretendo sair da adaptação para a etapa de evolução. Colocar as engrenagens para girar novamente.

Afinal, a graça da vida deve ser essa. Nada é para sempre. Nem os bons momentos nem os maus. Cabe à nós entender cada fase e buscar crescer com tudo o que nos é dado. Entender isso foi a maior conquista de 2018. Tudo tem um porquê. Mesmo que no começo você não esteja entendendo nada. Uma hora a ficha cai e a gente entende tudo. Pode acreditar. E seu coração fica aliviado ao descobrir o propósito de tudo. Que 2019 seja leve!

Três coisas que fiz ao completar 33 anos

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Imagem: pexel

Trinta e três. Essas palavras chegam a sair quadradas da boca. Ontem completei 33 anos. Não sou de comemorar, e esse ano não foi diferente. Passei quietinha, com minha família e fazendo coisinhas que eu gosto. Confesso que mesmo não fazendo nada de especial, meu fim de semana foi um dos mais especiais que tive. E neste post, vou falar de três coisas que fiz ao completar 33 anos!

  1. Comi várias comidas que eu amo. No sábado, desde que acordei, só comi coisas que amo: café com biscoito de polvilho… almocei peixe e pirão… comprei um picolé de coco… jantei caldo verde… quer coisa melhor que comer coisas que você ama?
  2. Assisti um documentário que me fez refletir sobre a vida e as relações. Logo de manhã resolvi assistir um documentário que fala sobre o Manicômio de Barbacena, cidade de Minas Gerais. Esse documentário, chamado “Holocausto Brasileiro”, conta detalhadamente como esse hospital se culminou em uma das tragédias mais bizarras do Brasil. É extremamente triste e tocante. Me fez refletir sobre as relações e em como nós humanos conseguimos ser tão cruéis com os nossos iguais.
  3. Aproveitei o dia com minha família. Saí para bater perna com a minha mãe de manhã, almocei com papai e vovó, e a tarde fiquei com meu amor, minha filhotinha e meu janjão, o cão. Não fizemos nada de especial. Só nos divertimos comendo pipoca e fazendo carinho no janjão.

A cada ano que passa eu tenho menos vontade de comemorar e mais vontade de aproveitar as coisas simples. São tão mais legais.

 

#10 – Você está mais preocupado em fazer as coisas direito ou só quer fazer as coisas certas?

 

 

Estou em um momento mais reflexiva da minha existência e isso está me fazendo pensar mais sobre as minhas escolhas e sobre o rumo que tomei e quero tomar na vida. Eu fico muito preocupada em fazer as coisas direito. E isso constantemente se vira contra mim porque eu nunca acho que estou pronta para fazer algo. Sempre penso que não vou conseguir fazer as coisas direito e acabo paralisada. Acho que eu quero fazer as coisas certas, direito. É isso. Essas perguntas dão bug na nossa cabeça!

Checklist de junho

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Chegamos ao mês de junho (um dos meus preferidos, diga-se de passagem): mês das festas juninas, do ventinho frio a noite (na minha cidade não tem muito inverno) e de comer aqueles caldinhos que aquecem o coração.

É aquele mês também do desespero de ver que o primeiro semestre está se despedindo e os objetivos ainda estão agarrados. Mas, nunca é tarde para começar a seguir as metas e ir em frente. Vamos ao checklist de junho:

  • Revisar como foi o seu ano até junho (meu deus! Passa muito rápido!);
  • Pensar no que irei fazer no segundo semestre;
  • Preparar um caldo verde;
  • Ir a uma festa junina;
  • Fazer um faxinão na casa;
  • Assistir um filme diferentão;
  • Organizar a despensa;
  • Escrever mais sobre a minha pesquisa;
  • Organizar os arquivos bagunçados na pasta “organizar” na área de trabalho.

Comidinhas da semana: receitas veganas e vegetarianas

Não, não sou a mais nova adepta do veganismo. O cheirinho do churrasco e a linguicinha torradinha ainda não me permitiram evoluir a este ponto. O lado bom é que eu nunca fui muito de comer carne. O meu dia a dia não tem a presença constante dela e é sempre bom a gente evitar o consumo excessivo porque nada em excesso é bom. Por isso, separei cinco receitinhas tanto veganas quanto vegetarianas para a gente aprender a diversificar a nossa alimentação.