O tempo e as realizações

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No próximo dia 25 irá estrear o filme brasileiro chamado Cora Coralina – Todas as Vidas, que conta a história da escritora brasileira que era doceira e publicou o seu primeiro livro aos 75 anos de idade. Fato este, que não a impediu de se tornar uma das autoras mais importantes da literatura brasileira.

Eu gosto da Cora desde criança, e confesso que no começo era porque eu achava o nome dela bonitinho (Cora Coralina). Mas, foi na adolescência que li realmente alguns de seus poemas e achei incrível. Além do fato de ter descoberto que ela publicou seu primeiro livro já bem idosa. Mas Morena, porque você decidiu escrever sobre isso agora?

Ultimamente ando refletindo muito sobre a vida, sobre a questão das realizações e o peso desnecessário que colocamos sobre os nossos ombros dia-a-dia. A minha geração, a tão falada Geração Y, quer tudo para agora: ser gerente aos 25, o primeiro milhão aos 30, casa, carro, viagens, filhos, família… Infelizmente, essa situação “ideal” não se concretiza na maior parte das vezes, transformando as pessoas em seres frustrados e de mal com a vida, com a certeza de que são perdedores e sem importância.

Quanto mais o tempo passa, mais tenho a confirmação de que tudo na vida vem na hora certa e que aquele sentimento de pressa que todos nós temos só serve para frustrar e nos levar para trás. Não adianta realizar só para dar um check na lista da vida. É preciso aproveitar de forma plena, tendo consciência de cada ação e momento. Enxergar os erros e acertos, aprender com os outros, nutrir boas relações e fazer das suas ações uma ferramenta que possa fazer uma real diferença na sua vida e das pessoas ao seu redor. Se a Cora pensasse assim como nós da geração Y, ela hoje teria reconhecimento?