Sobre vida, metas e realizações

Todo ano é a mesma coisa: janeiro começa como um caderno em branco e com a maioria de nós fazendo planos para escrevê-lo da melhor forma possível. Só que muitas vezes esquecemos esse caderno em algum canto e só o procuramos quando as primeiras luzes de Natal começam a ofuscar nossos olhos. E aí vem a pergunta: o que fiz da minha vida nesses quase 365 dias? 

Eu posso responder essa pergunta de duas formas: pela razão e pela emoção. Se eu for considerar todas as coisas que eu fiz esse ano, podemos dizer que fui muito bem, obrigada! Viajei e conheci alguns lugares legais, comecei projetos interessantes e tal. Mas, se for considerar o lado emocional, foi um ano bem ruim. A maior parte do tempo, eu passei me esforçando para não ficar desanimada com as coisas. E isso é um desgaste físico muito grande. Um lado do seu cérebro quer que você fique no cantinho, deitada em posição fetal. O outro lado dele, fica mandando você fazer as coisas e não entrar na reclusão. E que coisa difícil, hein? Mas, foi graças a essa força de vontade do lado mais resiliente do meu cérebro, que eu fiz bastante coisa. Não foram aquelas metas que estabeleci lá no começo do ano, mas foram realizações. E só consegui enxergar-las depois que comecei o hábito de anotar todas as coisas interessantes que fiz. Vou fazer um post só sobre isso, mas somente esse ano conseguir mensurar meus feitos. E agora, em dezembro, ao voltar lá na minha listinha do começo do ano, enxerguei que a vida não é engessada. Então, por que que as minhas metas teriam que ser?

Então, se você está nessa fase de não-fiz-nada-nesse-ano-meu-deus, pare por um momento, e liste todas as coisas legais que você fez, desde as mais pequenas até as que você considera grandes feitos. E vai ver que o ano foi feito de momentos incríveis e que o próximo poderá ser melhor do que qualquer tópico perdido em uma lista que nem foi elaborada tão bem assim.

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