O dia que Helio Gurovitz tirou o Diogo Mainardi do posto de mais odiado do meu coração.

A única coisa que temos certeza é que o Brasil está um caos. Isso não temos como negar. As filas gigantes nos postos de gasolina, a banana custando quinze reais e a alface à cinco temers estão aí para sinalizar que sim, há algo de muito errado no paraíso.

Não sou formada em economia, não estudei no MIT (umas das minhas metas de vida), não são especialista em ciências políticas e não possuo uma carreira sólida na comunicação. Eu sou a Morena. Só Morena. E mesmo sendo leiga em política e economia, eu tenho um pouco de noção e consigo mensurar os impactos que essa greve está causando no Brasil. E tentando entender melhor essa turbulência toda, me deparei com uma coluna do Helio Gurovitz, no G1, entitulada “A chantagem dos caminhoneiros“.

Basicamente, este senhor criticou em claras palavras o presidente Temer, o presidente da Petrobrás e todos os que, nas palavras dele, “se vergaram perante a pressão dos caminhoneiros“. E afirma que os grevistas estão incentivando as “outras categorias a adotar a estratégia da confusão“. E ainda não satisfeito, diz que “Em nenhum lugar do mundo, corporações organizadas têm pruridos em tentar submeter o país a suas vontades. Mineiros britânicos enfrentaram durante anos o governo de Margaret Thacther na década de 1980. Ela não se dobrou. Ferroviários enfrentam ainda hoje as reformas do governo Emmanuel Macron na França, com paralisações periódicas. Até agora, ele não se dobrou.

Essa declaração foi o basta para ele conseguir tomar o lugar, antes ocupado pelo Diogo Mainardi,  de mais odiado no meu coração.

Ele ainda diz que “Pouco importa que os preços sejam, segundo a teoria econômica, a forma mais eficaz de regular oferta e demanda – a alta envia a compradores o sinal de que é necessário reduzir o consumo e evita a escassez“. Mas será que essas teorias econômicas funcionam nesse país em que milhões e milhões são desviados todos os anos? E por que nós, o povo, temos que aceitar que somos a parte mais fraca da corrente e deixar com que façam o que quiser com nosso bolso?

Eu não sei se a greve dos caminhoneiros não está articulada com outros interesses. É sempre bom a gente ficar, como diz o ditado, com um olho na missa e outro no padre. Mas, sei de uma coisa: que ela é um ótimo exemplo para mostrar como as profissões de base tem o poder na mão, mas são conduzidos a pensar que não são fortes. E quando alguns se mobilizam para mostrar o poder que eles tem, me vem esse tipo de gente para rotulá-los de chantagistas, baderneiros e mais uma série de coisas. Isso também não é tão estranho, já que quem está em cima precisa anular quem está embaixo. Vai que eles se esclarecem, não é mesmo?

Mas, como disse o senhor Gurovitz, “a vitória dos caminhoneiros só transmite um recado às categorias que tem poder de gerar confusão: de que com essa turma que está no governo a chantagem funciona”.

Se reclamar de todos os abusos que o Governo comete com a população é chantagem, então ok. Que o povo faça cada vez mais chantagem.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s