Entre buscas, propósitos e diários

Imagem: We Heart It.

A vida é uma coisa engraçada. Você traça sonhos, ideias, conceitos e ela vem e derruba toda a estrutura que você criou, como se fosse um castelo de cartas. Em um momento você tem o controle total de tudo e no outro, não sabe mais de onde veio e não faz a mínima noção para onde vai.

Não saber para onde vai com trinta e poucos não tem aquele mesmo frescor dos vinte nem vem acompanhado do sentimento de “sou muito nova e tenho muito tempo”. É igualmente engraçado enxergar como a sociedade nos condiciona a pensar que temos que resolver a vida toda até os 25 anos de idade. Acho que essa busca louca por nos encontrar no mundo faz com que a gente se perca nele.

Com certeza não sou a primeira pessoa a estar perdida. Acho que pelo menos uma vez na vida as pessoas tem essa vontade de apertar o reset e voltar para o começo do jogo. Tem momentos na vida (e eu estou nele) que dá vontade de jogar tudo para o alto e ficar em posição fetal no canto e deixar a tudo rolar do jeito que vier.

Muitos dizem que quando ficamos desse jeito é porque está faltando um propósito na vida. E foi aí que comecei a me questionar sobre qual é o meu propósito. Não encontrei a resposta. Isso me deixou mais desanimada ainda e estou nessa bola de neve desde então.

Para tentar reverter o caso, pensei em fazer algo que sempre gostei de fazer e tinha deixado depois que as responsabilidades adultas me consumiram: escrever diários. Escrever sempre me ajudou a entender melhor as inquietações que me rodeavam. Escrever me acalmava, me fazia relaxar e de quebra registrava momentos da minha vida (é uma experiência ímpar reler os antigos escritos). Pois então: comecei a escrever um diário! Estou escrevendo sobre a minha angústia de não saber para onde ir. É interessante ver a retomada de um hábito perdido há tantos anos. Voltar a escrever é um processo árduo. Mas, são nos processos árduos que se escondem os propósitos e as melhores versões de si.

E você caro leitor que leu até aqui? Já se encontrou perdido na vida? O que fez para enfrentar isso?

Olá 2019!

Imagem: we heart it.

Meu número preferido é o 5. Eu adoro números ímpares e acho que é por isso que tenho a impressão de que os anos ímpares são melhores para mim. Talvez possa ser só uma impressão e nada mais. Mas, confesso que meu 2018 não foi tão legal assim. Fiz algumas coisas, consegui um trabalho novo, aprendi algumas coisas e conheci uma cidade nova. Agradeço bastante as pequenas conquistas, mas não posso dizer que foi um ano incrível. Tudo bem que pode ser que ele não tenha andando muito devido ao fato de eu não ter me esforçado muito.

2018 foi um ano de adaptação à uma nova realidade. E como é difícil esse negócio de adaptação! Eu tenho a sensação de que sou uma pessoa que se adapta fácil, na medida do possível. As desmotivações e desânimos fazem parte do processo. Por isso, não vou me cobrar tanto.

Para esse ano novo, que sempre chega com essa áurea de vida nova e muitas possibilidades, eu pretendo sair da adaptação para a etapa de evolução. Colocar as engrenagens para girar novamente.

Afinal, a graça da vida deve ser essa. Nada é para sempre. Nem os bons momentos nem os maus. Cabe à nós entender cada fase e buscar crescer com tudo o que nos é dado. Entender isso foi a maior conquista de 2018. Tudo tem um porquê. Mesmo que no começo você não esteja entendendo nada. Uma hora a ficha cai e a gente entende tudo. Pode acreditar. E seu coração fica aliviado ao descobrir o propósito de tudo. Que 2019 seja leve!