Sobre tirar a responsabilidade do ano novo.

Estamos oficialmente em 2018. O primeiro dia do ano normalmente é um dia que eu gosto muito porque é a prova concreta que as festas de fim de ano se foram e a necessidade de se mostrar feliz e otimista também. E isso é a primeira coisa boa do ano!

Mas, vamos lá. A gente sempre espera alguma coisa do ano novo. Mas, será que o ano  novo não está esperando coisas da gente também? As mensagens que recebemos sempre trazem frases do tipo: “que 2018 traga amor, felicidade, realizações e saúde“. Imagina que louco se a gente tirar, só por um ciclo, a responsabilidade de ter que trazer coisas dos ombros do ano novo e colocar nos nossos? Será que muda alguma coisa? Será que ele não está cansado de ter que trazer tanta coisa para tanta gente? 

Eu parei para pensar nisso porque euzinha deixei nos ombros de 2017 a responsabilidade de realizar inúmeras coisas. Ele até tentou e fez várias coisas legais por mim, mas tantas outras ficaram perdidas pelo caminho. E eu não fiz nada para tentar resgatá-las. Coloquei culpa na crise, na violência, no Temer…

Por isso, decidi dar um descanso ao ano novo e puxar para mim a responsabilidade de trazer a saúde, o emprego, a felicidade e o que mais eu quiser. Eu entendo que é muito mais confortável jogar a batata quente na mão do outro. Mas dizem que é no desconforto que  a gente descobre o quanto podemos ser mais. Vou ali cozinhar as batatas.

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Término do desafio 101 coisas

Eis que chegou ao fim mais um projeto 101 coisas em 1001 dias (iniciado em 01/04/2015 e término em 27/12/2017). Acho que é a terceira vez que faço esse projeto e logicamente, sempre fracasso, não executando 50% do prometido na lista. O mais interessante desse projeto não é cumprir os itens da lista, mas refletir sobre as nossas decisões, sobre o quanto somos procrastinadores e sobre o quanto ruins somos em traçar objetivos.

A cada versão das 101 coisas, eu aprendo algo. E revendo todos os itens da minha lista, eu aprendi que objetivos muito grandes ao mesmo tempo resultam em zero porcento de aproveitamento. É o vulgo, querer fazer tudo e acabar não fazendo nada. Mas, Morena… isso é óbvio, né? Será que é tão óbvio assim? Será que você aí não está buscando objetivos demais na vida e não dando conta? Será que é por isso que entramos e saímos dos anos com o sentimento de “não fiz nada esse ano”?

Mas enfim, vamos ao meu balanço do projeto! Eu dividi a lista em 12 partes: Saúde & Beleza ♥  Carreira & Estudo ♥  Aquisições ♥ viagens  ♥ Pessoal ♥  Família ♥ Cozinha ♥  Casa ♥ Arte & Cultura ♥ Vida Online ♥  Projetos ♥ Outros. 

  1. Saúde E Beleza (5/10)50% das metas cumpridas. Poderia ser melhor, mas as principais coisas foram realizadas, como tirar os sisos, fazer check-up e atualizar minha carteira de vacinação.
  2. Carreira e estudo (2/12)17% das metas cumpridas. Acho que foi o pior de todos! Nada do que eu me propus a fazer, eu realmente fiz. E as duas que fiz, foram meia boca.
  3. Aquisições (4/8)50% das metas cumpridas. Me desinteressei por algumas coisas, mudei os planos em outras. Mas, não me arrependi das coisas que comprei!
  4. Viagens (3/6)50% das metas cumpridas. Foi nesse item que percebi que colocar muitos objetivos grandes não resultam em nada. Mas, consegui conhecer alguns lugares que planejei e o melhor: fui para o Canadá!!
  5. Pessoal (9/12)75% das metas cumpridas. Opa! Esse foi muito bom! Cumpri quase tudo.
  6. Família (0/3)0% das metas cumpridas. Apenas não tenho o que falar. Fiasco totaaal.
  7. Cozinha (1/5)20% das metas cumpridas. Foi por pura procrastinação. Falta de vergonha na cara mesmo. tsc tsc tsc.
  8. Casa (2/5) – 40% das metas cumpridas. Muitas coisas dependem de dinheiro e não são prioridades. Daí, miaram.
  9. Arte & Cultura (5/14) – 36% das metas cumpridas. Muitas coisas aleatórias e procrastinação mesmo. Algumas não eram reais interesses.
  10. Vida online (2/4) – 50% das metas cumpridas. As únicas metas não cumpridas foram as do blog.
  11. Projetos (3/9) – 33% das metas cumpridas. Eram coisas bobas, mas que foi indo, foi indo… iu!
  12. Outros (6/13) – 46% das metas cumpridas. Triste resultado também.

Resultado geral: (42/101) – 41,6% dos itens cumpridos. 

Mais um fiasco e isso quer dizer o que???? QUE VOU FAZER DE NOVO! Rsrsrsrs. E para variar, vou colocar a lista aqui no blog e continuar tentando cumprir o máximo que puder. 🙂

Sobre vida, metas e realizações

Todo ano é a mesma coisa: janeiro começa como um caderno em branco e com a maioria de nós fazendo planos para escrevê-lo da melhor forma possível. Só que muitas vezes esquecemos esse caderno em algum canto e só o procuramos quando as primeiras luzes de Natal começam a ofuscar nossos olhos. E aí vem a pergunta: o que fiz da minha vida nesses quase 365 dias? 

Eu posso responder essa pergunta de duas formas: pela razão e pela emoção. Se eu for considerar todas as coisas que eu fiz esse ano, podemos dizer que fui muito bem, obrigada! Viajei e conheci alguns lugares legais, comecei projetos interessantes e tal. Mas, se for considerar o lado emocional, foi um ano bem ruim. A maior parte do tempo, eu passei me esforçando para não ficar desanimada com as coisas. E isso é um desgaste físico muito grande. Um lado do seu cérebro quer que você fique no cantinho, deitada em posição fetal. O outro lado dele, fica mandando você fazer as coisas e não entrar na reclusão. E que coisa difícil, hein? Mas, foi graças a essa força de vontade do lado mais resiliente do meu cérebro, que eu fiz bastante coisa. Não foram aquelas metas que estabeleci lá no começo do ano, mas foram realizações. E só consegui enxergar-las depois que comecei o hábito de anotar todas as coisas interessantes que fiz. Vou fazer um post só sobre isso, mas somente esse ano conseguir mensurar meus feitos. E agora, em dezembro, ao voltar lá na minha listinha do começo do ano, enxerguei que a vida não é engessada. Então, por que que as minhas metas teriam que ser?

Então, se você está nessa fase de não-fiz-nada-nesse-ano-meu-deus, pare por um momento, e liste todas as coisas legais que você fez, desde as mais pequenas até as que você considera grandes feitos. E vai ver que o ano foi feito de momentos incríveis e que o próximo poderá ser melhor do que qualquer tópico perdido em uma lista que nem foi elaborada tão bem assim.

Sobre calouros, veteranos e boas lembranças

Eu adoro tomar trote, vou cantar com alegria porque sou calouro burro, escolhi engenharia. Essa foi a pequena música que eu tive que aprender há mais ou menos uns treze anos atrás quando adentrei na minha primeira graduação e que nunca mais esqueci. Mas Morena, por que você está falando isso DO NA-DA?

Então… hoje, foi mais um dia de evento para recepcionar os calouros do curso de teatro. Eu já estou iniciando o quinto período e já preocupada com estágios e as mil matérias que já batem à porta. Mas, apesar dessas questões, sempre é interessante ver e conhecer os calouros e interagir nesse momento tão especial da vida. A interação foi muito gostosa e divertida. Olhar a carinha de expectativa e os risinhos tímidos, me trouxe uma nostalgia e as boas lembranças que emergiram na minha mente ao lembrar da Morena de 18 anos, toda perdida e feliz ao mesmo tempo ao passar para o curso de engenharia, trouxe uma energia muito boa. Lembrei como se fosse ontem, dos veteranos jogando tinta, cortando as unhas e em como eu estava feliz por participar daquele momento tão peculiar que é a iniciação da faculdade. Tem gente que não gosta dessa interação e eu respeito (pelo menos aqui na minha cidade, os trotes não são violentos. Só um pouco sujos. rsrsr), mas fico feliz de ter passado por isso e por essa etapa ter ficado para mim como um momento especial.

Sabe, cada dia que passa eu percebo mais ainda que o que levamos da vida e o que realmente vale à pena, são os momentos vividos. Por isso, ao estar naquele local ontem, comecei a refletir sobre como precisamos nos policiar para sempre buscar tirar de cada instante de nossa vida, a melhor energia possível. Viajante demais, né? Toda essa reflexão é porque às vezes eu fico aqui… tão desanimada com tudo, que esqueço que posso tirar de cada situação, um aprendizado e uma coisa boa. Por isso, vamos que vamos! Seja bem-vindo quinto período. Seja bem-vindo, outubro.

Flat lays, seus lindos!

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Hoje vou falar sobre uma coisa que eu já conhecia, mas não sabia que tinha esse nome, que é o flat lay! Eu como uma pessoa que gosta de organização, sempre achei lindo aquelas fotos no Instagram, todas organizadinhas lado a lado (tenho até algumas fotos assim no meu feed), mas nem sabia que essa técnica tinha um nome.

Para quem não sabe, o flat lay é uma técnica de fotografia, na qual se faz composições em que objetos ficam alinhados em uma superfície plana e registra-se através de uma foto aérea (de cima para baixo), o que valoriza bastante as peças presentes. 

Eu acho muito lindo esse tipo de foto e até me arrisco a fazer algumas composições:

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Uma pessoa que tem um insta lindo de viver com flat lays é a Flávia Desgranges, do Fashion Coolture. Ela possui um insta só disso, o @coolflatlays. Vale à pena a visita! Várias fotos mais lindas e elaboradas que a outra. Escolhi uma para colocar aqui no blog:

Gostaram? Quem aí conhecia a técnica pelo nome? Gostam desse tipo de estética? Comentem!

Como começar a consumir de forma consciente.

Ultimamente venho pensando muito nas questões ambientais. Mais precisamente em moda sustentável, slow fashion e em consumo consciente. Cada vez mais estamos num processo de consumismo desenfreado e ando tentando lutar contra essa necessidade de compras já a algum tempo.

Nunca fui dessas mulheres que compram por impulso ou que compram alguma peça e depois deixa encalhada num canto. Normalmente penso muito antes de comprar uma roupa ou um sapato. Mas, desde 2015 tenho me podado mais nas compras. Fiquei quase um ano sem comprar roupas novas e realmente só fui comprar peças novas quando estava me preparando para ir para o Canadá em junho. A minha demissão ano passado colaborou mais ainda para as compras conscientes (estamos em crise e precisamos economizar, né gente?).

Eu sempre me faço uns questionamentos antes de comprar algum objeto que me chamou atenção por algum motivo. Sempre dá certo e garanto que se você começar a fazer esses questionamentos, logo, logo irá ver como estará economizando e de quebra dando uma força para o meio ambiente! Vamos aos questionamentos:

Eu REALMENTE preciso disso?

Eu POSSO ganhar isso?

Eu quero comprar isso para FAZER PARTE de algum grupo social ou porque eu QUERO?

Eu QUERO comprar isso de verdade ou só quero porque está TODO MUNDO USANDO?

Você acha que essa compra traz algum impacto no planeta?

Se depois que você responder essas três perguntas, você ainda quiser comprar o objeto de desejo, vá em frente. Com o tempo você verá que a maioria dos seus desejos é puro desejo impulsivo e vai perceber que existem coisas muito mais importantes para se gastar, como por exemplo, viagens e comida! 🙂

Primeiras memórias

Esses dias me peguei tentando lembrar qual foi a minha primeira memória. Busquei lá dos confins da minha mente e me deparei com várias mini memórias da minha primeira infância. São lembranças de quando eu morava em uma casa (vivi lá até meus 5 anos). Lembrei de um gato preto de olhos claros em cima do telhado, olhando para mim, lembrei de uma minhoquinha verde que cruzava o chão da garagem e eu ia acompanhando, lembrei da minha cachorra (Joplin, em homenagem à cantora) latindo para mim e eu  morrendo de medo dela… Lembrei de uma babá que me fazia medo… lembrei de uma cena específica em que minha mãe me deitou no sofá, me deu um ventilador desmontado que eu adorava ficar mexendo e foi para a cozinha fazer angú doce para mim enquanto via o Programa do Bolinha (e acho que essa é a minha lembrança mais antiga).

Fazer esse exercício foi bem interessante, pois me fez retomar uma fase muito gostosa que é a nossa primeira infância. E me fez perceber o quanto de coisas que ainda consigo me lembrar. Atualmente estamos tão desconectados de nós mesmos que deixamos passar muitas coisas do nosso dia-a-dia. Fico me perguntando se no futuro eu lembrarei de pequenos momentos vividos na juventude. Cada dia mais vejo em mim uma necessidade de se desconectar do mundo e me conectar mais comigo mesma.

E vocês? Qual a sua mais antiga lembrança?