Sobre vida, metas e realizações

Todo ano é a mesma coisa: janeiro começa como um caderno em branco e com a maioria de nós fazendo planos para escrevê-lo da melhor forma possível. Só que muitas vezes esquecemos esse caderno em algum canto e só o procuramos quando as primeiras luzes de Natal começam a ofuscar nossos olhos. E aí vem a pergunta: o que fiz da minha vida nesses quase 365 dias? 

Eu posso responder essa pergunta de duas formas: pela razão e pela emoção. Se eu for considerar todas as coisas que eu fiz esse ano, podemos dizer que fui muito bem, obrigada! Viajei e conheci alguns lugares legais, comecei projetos interessantes e tal. Mas, se for considerar o lado emocional, foi um ano bem ruim. A maior parte do tempo, eu passei me esforçando para não ficar desanimada com as coisas. E isso é um desgaste físico muito grande. Um lado do seu cérebro quer que você fique no cantinho, deitada em posição fetal. O outro lado dele, fica mandando você fazer as coisas e não entrar na reclusão. E que coisa difícil, hein? Mas, foi graças a essa força de vontade do lado mais resiliente do meu cérebro, que eu fiz bastante coisa. Não foram aquelas metas que estabeleci lá no começo do ano, mas foram realizações. E só consegui enxergar-las depois que comecei o hábito de anotar todas as coisas interessantes que fiz. Vou fazer um post só sobre isso, mas somente esse ano conseguir mensurar meus feitos. E agora, em dezembro, ao voltar lá na minha listinha do começo do ano, enxerguei que a vida não é engessada. Então, por que que as minhas metas teriam que ser?

Então, se você está nessa fase de não-fiz-nada-nesse-ano-meu-deus, pare por um momento, e liste todas as coisas legais que você fez, desde as mais pequenas até as que você considera grandes feitos. E vai ver que o ano foi feito de momentos incríveis e que o próximo poderá ser melhor do que qualquer tópico perdido em uma lista que nem foi elaborada tão bem assim.

Sobre calouros, veteranos e boas lembranças

Eu adoro tomar trote, vou cantar com alegria porque sou calouro burro, escolhi engenharia. Essa foi a pequena música que eu tive que aprender há mais ou menos uns treze anos atrás quando adentrei na minha primeira graduação e que nunca mais esqueci. Mas Morena, por que você está falando isso DO NA-DA?

Então… hoje, foi mais um dia de evento para recepcionar os calouros do curso de teatro. Eu já estou iniciando o quinto período e já preocupada com estágios e as mil matérias que já batem à porta. Mas, apesar dessas questões, sempre é interessante ver e conhecer os calouros e interagir nesse momento tão especial da vida. A interação foi muito gostosa e divertida. Olhar a carinha de expectativa e os risinhos tímidos, me trouxe uma nostalgia e as boas lembranças que emergiram na minha mente ao lembrar da Morena de 18 anos, toda perdida e feliz ao mesmo tempo ao passar para o curso de engenharia, trouxe uma energia muito boa. Lembrei como se fosse ontem, dos veteranos jogando tinta, cortando as unhas e em como eu estava feliz por participar daquele momento tão peculiar que é a iniciação da faculdade. Tem gente que não gosta dessa interação e eu respeito (pelo menos aqui na minha cidade, os trotes não são violentos. Só um pouco sujos. rsrsr), mas fico feliz de ter passado por isso e por essa etapa ter ficado para mim como um momento especial.

Sabe, cada dia que passa eu percebo mais ainda que o que levamos da vida e o que realmente vale à pena, são os momentos vividos. Por isso, ao estar naquele local ontem, comecei a refletir sobre como precisamos nos policiar para sempre buscar tirar de cada instante de nossa vida, a melhor energia possível. Viajante demais, né? Toda essa reflexão é porque às vezes eu fico aqui… tão desanimada com tudo, que esqueço que posso tirar de cada situação, um aprendizado e uma coisa boa. Por isso, vamos que vamos! Seja bem-vindo quinto período. Seja bem-vindo, outubro.

Flat lays, seus lindos!

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Hoje vou falar sobre uma coisa que eu já conhecia, mas não sabia que tinha esse nome, que é o flat lay! Eu como uma pessoa que gosta de organização, sempre achei lindo aquelas fotos no Instagram, todas organizadinhas lado a lado (tenho até algumas fotos assim no meu feed), mas nem sabia que essa técnica tinha um nome.

Para quem não sabe, o flat lay é uma técnica de fotografia, na qual se faz composições em que objetos ficam alinhados em uma superfície plana e registra-se através de uma foto aérea (de cima para baixo), o que valoriza bastante as peças presentes. 

Eu acho muito lindo esse tipo de foto e até me arrisco a fazer algumas composições:

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Uma pessoa que tem um insta lindo de viver com flat lays é a Flávia Desgranges, do Fashion Coolture. Ela possui um insta só disso, o @coolflatlays. Vale à pena a visita! Várias fotos mais lindas e elaboradas que a outra. Escolhi uma para colocar aqui no blog:

Gostaram? Quem aí conhecia a técnica pelo nome? Gostam desse tipo de estética? Comentem!

Como começar a consumir de forma consciente.

Ultimamente venho pensando muito nas questões ambientais. Mais precisamente em moda sustentável, slow fashion e em consumo consciente. Cada vez mais estamos num processo de consumismo desenfreado e ando tentando lutar contra essa necessidade de compras já a algum tempo.

Nunca fui dessas mulheres que compram por impulso ou que compram alguma peça e depois deixa encalhada num canto. Normalmente penso muito antes de comprar uma roupa ou um sapato. Mas, desde 2015 tenho me podado mais nas compras. Fiquei quase um ano sem comprar roupas novas e realmente só fui comprar peças novas quando estava me preparando para ir para o Canadá em junho. A minha demissão ano passado colaborou mais ainda para as compras conscientes (estamos em crise e precisamos economizar, né gente?).

Eu sempre me faço uns questionamentos antes de comprar algum objeto que me chamou atenção por algum motivo. Sempre dá certo e garanto que se você começar a fazer esses questionamentos, logo, logo irá ver como estará economizando e de quebra dando uma força para o meio ambiente! Vamos aos questionamentos:

Eu REALMENTE preciso disso?

Eu POSSO ganhar isso?

Eu quero comprar isso para FAZER PARTE de algum grupo social ou porque eu QUERO?

Eu QUERO comprar isso de verdade ou só quero porque está TODO MUNDO USANDO?

Você acha que essa compra traz algum impacto no planeta?

Se depois que você responder essas três perguntas, você ainda quiser comprar o objeto de desejo, vá em frente. Com o tempo você verá que a maioria dos seus desejos é puro desejo impulsivo e vai perceber que existem coisas muito mais importantes para se gastar, como por exemplo, viagens e comida! 🙂

Primeiras memórias

Esses dias me peguei tentando lembrar qual foi a minha primeira memória. Busquei lá dos confins da minha mente e me deparei com várias mini memórias da minha primeira infância. São lembranças de quando eu morava em uma casa (vivi lá até meus 5 anos). Lembrei de um gato preto de olhos claros em cima do telhado, olhando para mim, lembrei de uma minhoquinha verde que cruzava o chão da garagem e eu ia acompanhando, lembrei da minha cachorra (Joplin, em homenagem à cantora) latindo para mim e eu  morrendo de medo dela… Lembrei de uma babá que me fazia medo… lembrei de uma cena específica em que minha mãe me deitou no sofá, me deu um ventilador desmontado que eu adorava ficar mexendo e foi para a cozinha fazer angú doce para mim enquanto via o Programa do Bolinha (e acho que essa é a minha lembrança mais antiga).

Fazer esse exercício foi bem interessante, pois me fez retomar uma fase muito gostosa que é a nossa primeira infância. E me fez perceber o quanto de coisas que ainda consigo me lembrar. Atualmente estamos tão desconectados de nós mesmos que deixamos passar muitas coisas do nosso dia-a-dia. Fico me perguntando se no futuro eu lembrarei de pequenos momentos vividos na juventude. Cada dia mais vejo em mim uma necessidade de se desconectar do mundo e me conectar mais comigo mesma.

E vocês? Qual a sua mais antiga lembrança?

#BEDA.02 – Checklist de agosto 2017

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Agosto chegou gente! O mês que tem 365 dias e seis horas! Estou mais perto do meu aniversário e isso me deixa animada. O ano está convergindo para o seu final e já está na hora de colocar a mão na massa para concluir alguns objetivos. Está sendo difícil, mas eu posso tentar fazer com que seja bom. E já consegui bastante coisa para colocar na lista da gratidão de 2017.

Mas, chega de delongas e vamos ao checklist:

  • Revisão dos meus objetivos;
  • Dar conta de todos as atividades da faculdade;
  • Ficar um pouco longe das redes sociais;
  • Cumprir com o cronograma estipulado para os estudos;
  • Conseguir fazer o BEDA;
  • Mandar o iphone para o suporte técnico;
  • Terminar de ler o livro que está em andamento;
  • Revisar a minha planilha de 101 coisas em 1001 dias e traçar metas para ela;

Então é isso! E que agosto seja incrível!

#BEDA.01 – Vai ter sim! E no susto!

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Cheguei em casa depois de um longo dia (estudos na faculdade, estudos para concurso e pensamentos sobre o que farei da vida) e percebi que era dia primeiro de agosto! E era exatamente 23h57 quando decidi: vai ter BEDA!

Ah Morena! Mas agora já é dia 02 e não vai dar mais para fazer!”. Então só digo uma coisa (às 0h21): meu BEDA vai ser assim! Desfalcado e capenga! Vamos ver no que dá! Se vai dar certo, se vou cumprir, se serão posts ruins ou incríveis… eu não sei! Mas, pelo menos será uma forma de eu organizar as idéias e tentar fazer algo diferente.

Até mais tarde! ^_~

#02 – É tendência: veludo!

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Há muito tempo não faço compras por motivos de o-país-está-em-crise-e-não-posso-ficar-gastando-com-bobeiras. Mas, esse detalhe não é um impedimento para eu ficar de olho nas tendências do inverno, e uma das tendências que eu gostei (até certo ponto) foi essa volta do veludo. Achei as composições atuais bem interessantes e até pensei em me permitir comprar uma blusinha de alcinha de veludinho preto para fazer uns looks mais da tendência, mas ainda não tive coragem de gastar com peças de roupas que eu não preciso (já que estou naquela vibe menos é mais). Peguei até algumas inspirações no Lookbook:

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As blusinhas de alcinha com jeans ficam legais, sozinhas ou sobrepostas. Fora o fato de que eu adoro esse tom de rosa queimado.

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As saias também ficam legais, mas acho que não arriscaria usar. Uma peça dessas é bem datada, então não teria muito tempo de vida. A moda vai passar e eu ficarei com esse trambolho encalhado.

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Também achei interessante lançar mão de um mix com colete jeans e camisa, o blazer por cima do vestido e uma peça toda de veludo, como esse vestido da terceira foto. Mas sei lá… essas modas me incomodam porque no fim das contas, as pessoas acabam uniformizadas. Todo mundo igualzinho sem dar espaço para a criatividade.

E vocês? Já aderiram a tendência ou vão deixar passar? Comentem!

O tempo e as realizações

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No próximo dia 25 irá estrear o filme brasileiro chamado Cora Coralina – Todas as Vidas, que conta a história da escritora brasileira que era doceira e publicou o seu primeiro livro aos 75 anos de idade. Fato este, que não a impediu de se tornar uma das autoras mais importantes da literatura brasileira.

Eu gosto da Cora desde criança, e confesso que no começo era porque eu achava o nome dela bonitinho (Cora Coralina). Mas, foi na adolescência que li realmente alguns de seus poemas e achei incrível. Além do fato de ter descoberto que ela publicou seu primeiro livro já bem idosa. Mas Morena, porque você decidiu escrever sobre isso agora?

Ultimamente ando refletindo muito sobre a vida, sobre a questão das realizações e o peso desnecessário que colocamos sobre os nossos ombros dia-a-dia. A minha geração, a tão falada Geração Y, quer tudo para agora: ser gerente aos 25, o primeiro milhão aos 30, casa, carro, viagens, filhos, família… Infelizmente, essa situação “ideal” não se concretiza na maior parte das vezes, transformando as pessoas em seres frustrados e de mal com a vida, com a certeza de que são perdedores e sem importância.

Quanto mais o tempo passa, mais tenho a confirmação de que tudo na vida vem na hora certa e que aquele sentimento de pressa que todos nós temos só serve para frustrar e nos levar para trás. Não adianta realizar só para dar um check na lista da vida. É preciso aproveitar de forma plena, tendo consciência de cada ação e momento. Enxergar os erros e acertos, aprender com os outros, nutrir boas relações e fazer das suas ações uma ferramenta que possa fazer uma real diferença na sua vida e das pessoas ao seu redor. Se a Cora pensasse assim como nós da geração Y, ela hoje teria reconhecimento?

Kit Higiene – Menininha

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No final do ano passado, recebi uma encomenda muito fofa que era fazer um Kit Higiene de bebê. Eu nunca tinha trabalhado com MDF na minha vida, mas superei o medinho e encarei o desafio de fazer um trabalho cuja as premissas eram utilizar as cores rosa ou lilás e fazer uma bebezinha parecida com a futura mamãe. E lá fui eu colocar a mão na massa. Coloquei todo o meu afinco e carinho nesse trabalho.

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Para confecção do kit, escolhi um tecido lilás com poá bem pequenininho para dar um efeito bem delicado. Para o acabamento utilizei meia pérolas rosas e fitas de cetim na mesma cor do tecido para os laços Channel.

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Deixei os detalhes em rosa para as roupinhas e acessórios da bebezinha e para o forro de dentro dos porta trecos.

O kit é composto por abajur com menininha, bandeja com porta trecos em três tamanhos e porta-fralda. Amei o resultado e a cliente também! *-*